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Talvez...

Uma música. Um sorriso. Um reencontro. Um por do sol. Uma brisa gelada no rosto. Um pedido de perdão. Um abraço apertado. Olhos nos olhos. Mãos que não querem se soltar. Um perfume que nunca saiu da memória. Aquele nó na garganta. Palavras que se recusam a sair. Engasgam na garganta. Pensamentos que gritam. Um silêncio que diz tudo.  O horizonte. O barulho do mar que insiste em lembrar daquele verão. Ah, o nosso verão. A paixão é engraçada às vezes. Chega sem pedir, parte sem se despedir. Uma espera que durou mais do que deveria. A saudade que corta o peito. Um orgulho que escolhi deixar no passado. Um momento que se congela no espaço. O universo conspirando. O calor do seu corpo junto ao meu. As palavras que tanto sonhei saindo da sua boca. Suas mãos no meu cabelo. Um carinho demorado. O meu discurso previamente planejado que nunca consegui concretizar. O celular que guarda declarações nunca enviadas. Anos que separam e distanciam. Um sussurro no pé do ouvido. Um arrepio na espinha. Seus lábios junto aos meus. Minha alma pedindo a sua. Os problemas que escolhemos deixar para trás. Não sei como definir. Talvez destino. Vidas que se cruzam, separam e se reencontram. Eu e você e mais nada.

É, sou dessas..


De foto três por quatro morando na carteira. De choro. De olho no olho. De amor à primeira vista. De gostar de abraços largos. De sorriso tímido. De vontades que explodem e preenchem o caminho de volta para casa. De dançar sozinha à quatro paredes. De baixar a cabeça e fugir para o balcão. De dedos costurados dentro de uma sala de cinema escura. De meias palavras. De tudo escrito. De tudo acabado desta vez. De voltar atrás. De dar mais uma chance. De observar. De olhar de longe. De fingir que não viu. De mentir que não te fuça. De declarações duras. De tapas leves. De acreditar em vou aparecer mais ou te visitarem com mais frequência. De não rasgar fotos. De cair na mesma história. De novo. Do mesmo jeito. De não prevenir nenhum desgosto. De passar a borracha em um número de telefone. De esquecer que passou. De contar que passou. E esquecer também que contou. De ligações no dia seguinte. De ligações perdidas. De propósito. De alôs mais gagos que convites. Ao vivo. De desligar o telefone e deixar o silêncio dialogar. E de atacar as reticências às páginas brancas. De me conhecer só assim, já que sou dessas que gostam de...
 

Gosto de Gentee..


Gosto de gente que é honesta de verdade,
e não apenas porque está sob olhos alheios.
O que não se confunde com santidade;
afinal, não confio em quem “aparenta” ser certinho demais o tempo todo.


Gosto de gente confiável,
com quem eu possa contar
e guarde meus segredos só para si.


Gosto de gente bonita,
porque, me desculpem os feios, beleza é fundamental;
não a beleza puramente estética,
mas aquela que irradia de dentro para fora,
que faz o sorriso brilhar e o olhar reconfortar quem tá perto.


Gosto de gente de verdade, transparente,
que não se esconde atrás de máscaras sociais,
que é o que é.


Gosto de gente sem frescuras, sem falsos pudores, sem hipocrisia.


Gosto de gente segura de si.


Gosto de gente de personalidade forte,
que tem coragem para enfrentar o mundo,
mas que sabe reconhecer seus erros e “dar o braço a torcer”.
Afinal, humildade é a chave que abre todas as portas.


Gosto de gente simples,
que não deixa o poder “subir à cabeça”;
gente que sabe respeitar seus iguais e principalmente seus subordinados.


Gosto de gente líder, não de gente chefe.


Gosto de gente que tá perto,
que faz de tudo para “romper as barreiras geográficas da vida”
e ter tempo para quem diz amar.


Gosto de gente que seja muito, que ame muito,
porque não me contento com pouco.


Gosto de gente realmente companheira, parceira,
porque apenas os títulos não me satisfazem.


Gosto de gente que ama, que ri, que chora,
que é feliz da vida, mas que tem seus dias de mau humor,
gente que vibra, que sofre, mas não se sente vítima da dor.
Enfim, gosto basicamente de gente como a gente,
que apesar dos pesares acredita que viver vale muito a pena.

 
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